O incrível caso de Peixinho
Por Renato Abreu
Navegando pela Internet me deparei em um site de notícias Paraibanas com a seguinte manchete : “Peixinho é a grande revelação dos últimos 30 anos do futebol Paraibano”. Lembrei imediatamente da partida travada entre o Nacional de Patos (PB) e o Fluminense (RJ) pela copa do Brasil em 2009, no estádio Almeidão, na Paraíba.
O jogo foi cheios de faltas cometidas principalmente pela equipe da casa o primeiro tempo terminou com a marca de 20 faltas cometidas pelo Nacional de patos contra 5 cometidas pelo Fluminense.
O segundo tempo começou com a torcida do Nacional de Patos gritando o nome de “Peixinho” e o técnico resolveu atender aos gritos da torcida. Não sei qual foi a conversa do técnico com Peixinho mas pode ter sido essa – Peixinho, o Fluminense esta cavando faltas direto, cava falta também. Quando Peixinho entrou em campo ninguém podia chegar a meio metro que ele se jogava no chão, e segurava a perna, rolava de dor, levantava a mão pedindo maca… Tudo puro fingimento, não preciso dizer que o Juiz não caia na rede do Peixinho e deixava o jogo continuar, ele, quando via que a atuação teatral não funcionava levantava imediatamente e voltava ao jogo.
O fingimento foi tanto que na grande área do gol adversário Peixinho resolveu se jogar no chão sem bola, e sem contato corporal com algum jogador do time adversário, para cavar uma penalidade máxima ou uma expulsão ou os dois. O jogador do Fluminense ficou olhando com as mãos na cintura para a interpretação teatral de Peixinho, e por ironia, acho eu, se jogou no chão ao lado dele e também começou a fingir ter sido atingido na perna, rolou de dor e levantou a mão; como se a grande área fosse um grande palco com dois atores em cena.
Quando percebeu que o seu teatro não tinha funcionado Peixinho tratou de levantar e ir para o meio de campo. Bola vai, bola vem, 15 minutos depois de Peixinho entrar a bola sobra livre no campo do Nacional de Patos para um meia-de-campo do Fluminense que sai em disparada em direção ao gol. Peixinho que estava ali perto não contou conversa saiu em disparada atrás do meia-de-campo e ao alcançá-lo deu-lhe uma “cépada” nas pernas, por trás, que me lembrou uma estrovenga cortando capim ou um golpe de Capoeira.
Resultado, Peixinho entrou no segundo tempo aos gritos da torcida, caiu várias vezes sem necessidade, deu uma “cépada” no jogador do fluminense e foi expulso 15 minutos depois de entrar. Depois disso o Nacional de Patos ainda fez o gol de empate, que foi injustamente anulado, e segurou as pontas para não levar outro e foi decidir a continuação na copa do Brasil no Maracanã no Rio de Janeiro.
No jogo do Maracanã Peixinho não jogou … teve que ficar no aquário.